cead20136

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Equações de 1º grau


Professor Antonio Carlos Carneiro Barroso
Equação de 1º grau
Resolvendo:
a) 2(x-3)+3(x-4)=20
2x-6+3x-12=20
2x+3x=20+12+6
5x=38
X=38/5
b) 4(x-5)+3(x-5)=28
4x-20+3x-15=28
4x+3x=28+15+20
7x=63
X=63:7
X=9
c) 7(x-3)+4(x-3)=44
7x-21+4x-12=44
7x+4x=44+12+21
11x=77
X=77:11
X= 7
d) 9(x-3)+4(x-3)= 39
9x-27+4x-12=39
9x+4x=39+12+27
13x=78
X=78:13
X=6
e) 7(x+4)+3(x+4)=60
7x+28+3x+12=60
7x+3x+28+12=60
10x+40=60
10x=60-40
10x=20
X=20:10
X=2
f) 4(x-3)+2(x-5)+4(x-6)=24
4x-12+2x-10+4x-24=24
4x+2x+4x=24+24+10+12
10x=70
X=70:10
X=7
g) 8(x-4)+4(x-6)=42
8x-32+4x-24=42
8x+4x=42+24+32
12x=98
X=98/12
h) 6(x-1)+4(x-1)+3(x-1) +5(x-1) =36
6x-6+4x-4+3x-3+5x-5=36
6x+4x+3x+5x=36+5+3+4+6
18x=54
X=54:18
X=3
i) 7(x-4)+4(x-4)+4(x-4)+3(x-4)=54
7x-28+4x-16+4x-16+3x-12=54
7x+4x+4x+3x=54+12+16+16+28
18x=126
X=126:18
X=7
j) 3(x-2)+4(x-2)=70
3x-6+4x-8=70
3x+4x=70+8+6
7x=84
X=84:7
X=12
k) 4(x-8)+6(x-8)=20
4x-32+6x-48=20
4x+6x=20+48+32
10x=100
X=100:10
X=10
l) 9(x-8)+8(x-8)=34
9x-72+8x-64 =34
9x+8x=34+64+72
17x=170
X=170:17
X=10
m) 2(x+4)+7(x+4)+6(x+4)=45
2x+8+7x+28+6x+24=45
2x+7x+6x=45-24-28-8
15x=45-60
15x=-15
X=15/(-15)
X=-1
n) 7(x-2)+4(x-2)-2(x-2)=18
7x-14+4x-8-2x+4=18
7x+4x-2x=18-4+8+14
9x=36
X=36:9
X=4
o) 11(x+1) +6(x+1)=34
11x+11+6x+6=34
11x+6x=34-6-11
17x=17
X=17:17
X=1
p) 4(2x-1)+5(3x-2) +2(4x-3)=42
8x-4+15x-10+8x-6=42
8x+15x+8x=42+6+10+4
31x=62
X=62:31
X=2

Números decimais

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Tráfico e Comércio de Escravos

Não se pode ignorar que o tráfico de negros da África para o Brasil decorreu do processo de colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. O modelo econômico baseado na monocultura e extratividade, com utilização de mão-de-obra escrava, caracterizava as colonizações da época, mas nem por isso deixa de ser visto como desumano e absurdo. O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parte da nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder _ como fez Rui Barbosa quando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil _ não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil é entender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira. A Biblioteca Nacional guarda um grande número de documentos sobre esse assunto. São mapas estatísticos,correspondência, gravuras e desenhos,periódicos,livros raros,material informativo arquivado de acordo com sua característica nos setores de Manuscritos, Iconografia,Periódicos,Obras Raras e Obras Gerais. A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha das colônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais e negociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente,fumo e outros.O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses, espanhóis e até norte-americanos se beneficiavam desse comércio, que era altamente lucrativo.Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças que algumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados. Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador,Rio de Janeiro e Recife;desses portos os escravos eram transportados aos mais diversos locais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente da África, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras.A proporção de desembarque de escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo do aquecimento da atividade econômica na região servida pelo porto em questão. Durante o ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam o maior número de escravos,mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais,coube ao Rio de Janeiro receber o maior número de escravos. A venda dos escravos vindos da África era feita em praça pública, através de leilões,mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico.Transações comerciais com escravos eram comuns.Neste site são exibidos documentos que registram as mais variadas transações com o escravo, como se fosse um produto qualquer comerciável. As relações comerciais internas envolvendo escravos acentuavam-se em momentos específicos do processo escravocrata.Com o declínio da produção de cana-de-açúcar no Nordeste,por exemplo, muitos proprietários de escravos venderam parte de seu plantel para o Sudeste, principalmente, para o Rio de Janeiro e São Paulo, áreas de produção de café, que passou a ser o produto mais importante da balança comercial brasileira. Os documentos presentes neste site demonstram a preocupação dos governantes nordestinos como esvaziamento de escravos das lavouras nordestinas e descreve as medidas adotadas para evitar tal processo. O acervo da Biblioteca Nacional, no que se refere ao tráfico de escravos e ao seu comércio, restringe-se basicamente ao período posterior à segunda metade do século XVIII, sendo que a maior parte dos documentos é referente ao século XIX. Dentre os documentos pertencentes a esse acervo, destacam-se alguns como um mapa estatístico que enumera a quantidade de escravos transportados de Benguela para o Brasil, ou um documento de doação de uma escrava a um cura de paroquial. Os documentos presentes neste site ajudam a compreender o que já afirmava Caio Prado Júnior, em História econômica do Brasil. Falava que o " tráfico e a escravidão achavam-se indissoluvelmente ligados; esta não se podia manter sem aquele.Coisa que já se compreendia então perfeitamente,e que os fatos posteriores comprovariam; abolido o tráfico, a escravidão seguir-lhe-ia o passo a curto prazo." (Prado Júnior, 1945: 144 ) fonte:http://conscienciapura.zip.net/

O Trabalho Escravo no Brasil

No Brasil colonial, praticamente, todo o trabalho era escravo. O braço negro esteve sempre presente em todas as áreas e setores de atividades.Nas lavouras, no serviços domés- ticos e urbanos foi a força de trabalho fundamental para a economia brasileira. O escravo era habitualmente chamado "os pés e as mãos" do senhor e da senhora, todos os brancos, exceto os mais pobres, dependiam deles. Os negros dos diversos locais da África que aqui chegavam eram levados imediatamente ao mercado de escravos, onde eram vendidos para aqueles que fizessem a maior oferta. Desse modo, membros de uma mesma família ou de uma mesma tribo de separavam, aumentando ainda mais sua revolta.Os movimentos dos cativos contra o sistema escravocrata eram constantes. Suicídios, inclusive os coletivos, privando o senhor de seu investimento; homicídios praticados contra os brancos e as fugas eram maneiras de demonstrar sua rebeldia. Os quilombos, verdadeiras cidades de escravos fugidos, instaladas em locais de difícil acesso, também foram uma alternativa para se livrarem da opressão dos senhores brancos. Podem-se distinguir dois tipos de trabalho escravo com características próprias: o produtivo, nas lavouras ou nas minas, e o doméstico. O primeiro, quer no campo, quer nas minas, era um trabalho árduo que ia da aurora ao escurecer. Segundo Charles R. Boxer, a vida média desses escravos era estimada entre sete e dez anos de trabalho; os demais trabalhavam na casa de seus senhores como criados de quarto, amas de crianças, mucamas, cozinheiras, costureiras, etc. Subdividindo ainda mais esses setores de atuação do trabalho escravo, verifica-se que no espaço urbano destacou-se o trabalho dos escravos de ganho e também dos escravos de aluguel. Esses últimos, como o próprio nome diz, eram alugados por seu senhor a terceiros, normalmente eram aqueles que realizavam, com propriedade,algum ofício como carpinteiros,sapateiros e cozinheiros. E os de ganho, eram os que iam pelas ruas a fim de prestar serviços ocasionais e que deviam, ao fim do dia, entregar a seus senhores uma quantia previamente fixada. Neste caso, o proprietário se desobrigava de atender às necessidades básicas do escravo, na medida em que este dispunha de seu tempo com maior liberdade. Nos jornais da época, a seção de anúncios era utilizada por proprietários de escravos para esses serviços.Na Gazeta de Notícias lê-se o seguinte anúncio: "Aluga-se na Rua do Lavradio nL 6, um preto perfeito cosinheiro de forno, fogão e massa, um dito para todo serviço e um molecote com prática de carpinteiro". Essa seção também era utilizada para compra e venda de escravos. Veja-se um outro exemplo ainda no mesmo jornal, "Vende-se dois moleques para o serviço, copeiros e cocheiros; na Rua da Quitanda nL49,1Landar." Na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, também se encontram várias cartas e processos referentes ao pagamento de diárias a escravos alugados.Como se pode observar,o escravo era tratado como mercadoria, pois inspirada no Direito Romano,a lei portuguesa considerava-o "coisa do seu senhor",ou seja, classificava-o como "mercadoria"ou "peça".Podia ser vendido, alugado, emprestado, submetido,enfim, a todos os atos decorrentes do direito de propriedade. Os diversos tipos da labuta escrava podem ser vistos nas litografias de Jean Baptiste Debret e Louis Buvelot que se encontram no acervo da Biblioteca Nacional, elas retratam cenas do quotidiano dos escravos domésticos,vendedores e dos de ganho.Nesse acervo encontra-se uma vasta documentação sobre o tema abordado,e grande parte desse material está disponível neste site,onde vários manuscritos, periódicos, litografias,fotografias e mapas da época foram selecionados para facilitar a pesquisa dos interessados. fonte:http://conscienciapura.zip.net/

Movimentos Abolicionistas e Alforrias

Os movimentos abolicionistas da sociedade civil visavam ao fim da escravidão.Não se pode demarcar uma data como a da fundação do abolicionismo.Isso porque durante os séculos em que a instituição escravista durou legalmente, ela sempre amealhou partidários e opositores.Entretanto, não há como negar que,enquanto força social organizada,composta por indivíduos das mais diferentes classes,origem profissional ou credo,o abolicionismo tem seu grande desenvolvimento e apogeu entre as décadas de 1860 e 1880.É justamente nesse período que se desenvolvem as maiores campanhas jornalísticas em prol da libertação dos escravos.Fundaram-se órgãos da imprensa explicitamente ligados à questão abolicionista e à criação de associações cujo fim era levantar fundos para a emancipação dos cativos. Alguns importantes intelectuais participaram ativamente da campanha abolicionista; criou-se um partido político que tinha o fim da escravidão como meta. Foram apresentados na Câmara inúmeros projetos que visavam à emancipação do elemento servil e alguns outros aspectos complementares ( como a formação de uma colônia à beira das estradas e dos rios para os libertos,etc.), chegando até ao ponto de o próprio Imperador, em 1867,na Fala do Trono, não se sabe se em discurso redigido por ele, mas certamente sob sua orientação,fazer menção aos esforços do governo e do Congresso para a resolução da questão servil. A Biblioteca Nacional, através do Projeto Slave Trade, tentou congregar o mais importante acervo documental sobre o assunto; são documentos que constituem os melhores subsídios para estudiosos do assunto. Os pesquisadores da Biblioteca Nacional desenvolveram a pesquisa, a coleta e a descrição de fontes das mais variadas origens e estudaram também relatos dos principais agentes dos movimentos emancipacionistas. Pôde-se reunir ao longo da pesquisa abundantes informações acerca do abolicionismo, da libertação obtida através de alforrias, da atuação das sociedades anti-escravista, da visão de viajantes e pintores e da participação de personagens de diferentes níveis sociais nas lutas abolicionistas. Sobre o movimento abolicionista, especificamente, toda documentação trabalhada pertence ao século XIX.Através das informações obtidas na pesquisa, tem-se a nítida impressão de como esses movimentos sociais formaram, informaram e mobilizaram a sociedade da época. Os exemplos são inúmeros. Cartas entre fazendeiros e proprietários de escravos preocupados, ora com os avanços do movimento e os prejuízos financeiros que poderia representar a abolição, ora com a demora de uma decisão do governo sobre o problema. Artistas do Império e do exterior detinham-se em gravar nas telas um retrato subjetivo do contexto e do clima, indiscutivelmente, influenciado pelos abolicionistas; editoriais de jornais dos mais diferentes locais do Império,dirigidos pelos mais diversos interesses,davam voz e fôlego a uma discussão muitas vezes ambígua e de difícil definição. Esses dados ilustram o clímax do percurso feito pelos debates sobre a escravidão iniciados após a Independência.Não se tratavam mais de questões ligadas ao desejo de emancipação política de uma nova nação, mas agora eram os cidadãos de um país que, lutando por um ideal libertário, estabeleciam os marcos definidores do caráter nacional.Os questionamentos sobre o maior ou menor lucro proporcionado pela economia escravista ou sobre as dúvidas quanto à legitimidade da escravidão perante a moral cristã, embora se julguem também muito importantes, naquele momento, tornavam-se secundários diante da preocupação mais abrangente que era a fundação da nacionalidade. Percebemos o quão importante foi o movimento abolicionista e o quanto ele chamou a atenção,quase que monopolizando o debate nacional, não apenas pela quantidade de documentos reunidos,mas sobretudo pela sua qualidade. O site que a Fundação Biblioteca Nacional ora põe à disposição dos pesquisadores e interessados na história do povo brasileiro reúne documentos de excepcional valor histórico. Além do ineditismo de alguns, ou seu aspecto pitoresco ou excêntrico, eles mostram como o movimento pela extinção da escravidão se generalizava nas diferentes regiões do vasto Império do Brasil. De todos os documentos pesquisados, talvez os que mais tenham dado voz ao movimento abolicionista tenham sido os jornais. Veículos de comunicação antigos em outros países, só se desenvolveram aqui no Brasil com a vinda da Família Real no século XIX. O jornal servia não só para informar como para formar,para trazer discussões e ampliá-las, criando assim uma rede de comunicação comunitária entre seus leitores. Era o jornal que debatia questões como a vinda de mão-de-obra estrangeira ou colonos para o trabalho agrícola, o racismo, a violência do Estado, reformas nas instituições jurídicas e políticas,tornando a força dos militantes emancipacionistas abrangente e amplificada. Como se tratava de uma nação que começava a ser construída de cima para baixo, era de se esperar que quem se ocuparia inicialmente com o tema abolicinista fossem os membros da elite política e cultural. Proeminentes nomes do governo em seus diferentes níveis, fazendeiros, editores, jornalistas, políticos, juristas e poetas tinham seus nomes e suas palavras impressas nas páginas dos jornais da época. Luís Gama, André Rebouças, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, só para citar os mais conhecidos, tiveram a oportunidade de escrever e dar força ao movimento em prol da abolição. José do Patrocínio, além de importante personagem desse movimento, e filho de mãe negra, foi diretor da Gazeta da Tarde, um dos veículos de divulgação da campanha abolicionista.